Software
Seu código tem histórico. Agora ele também tem prova.
Repositórios mudam de dono, sócios saem, freelancers entregam e somem, e às vezes um concorrente lança algo surpreendentemente parecido. O histórico do Git ajuda, mas pode ser reescrito e depende de quem controla o servidor. Registrar snapshots do seu código cria uma prova independente de que aquela versão existia naquela data.
O desafio
Onde a prova costuma falhar
Histórico do Git pode ser reescrito
Commits podem ter datas alteradas e o repositório depende de quem administra o servidor. Não é uma prova neutra.
Disputas entre sócios e ex-colaboradores
Quando a sociedade termina, a pergunta "quem criou o quê, e quando" vira o centro da discussão.
Entregas sem marco claro
Em projetos terceirizados, comprovar o que foi entregue em cada etapa evita discussões sobre escopo e pagamento.
Como o Docmint ajuda
Uma prova técnica, simples de criar e fácil de conferir
Marco independente
O hash do snapshot vai para uma blockchain pública. Nem você, nem o servidor do Git, nem o Docmint podem mudar a data.
Código confidencial continua confidencial
O código não é enviado. Só a impressão digital do arquivo é registrada.
Cada release, um registro
Registre o pacote de cada versão. Juntos, os registros formam uma linha do tempo verificável do produto.
Verificável por qualquer perito
SHA-256 é padrão de mercado: qualquer especialista confere o registro com ferramentas comuns.
O que registrar
Arquivos que valem um registro
- Snapshots do código-fonte (ZIP, TAR)
- Releases e binários publicados
- Algoritmos, modelos e notebooks
- Documentação técnica e de arquitetura
- Especificações, PRDs e protótipos
- Bases de dados e datasets de treino
- Entregas de freelancers e fornecedores
- Propostas técnicas para clientes
Qualquer formato serve: o Docmint registra a impressão digital do arquivo, não o conteúdo.
Na prática: registrando cada release
Sua equipe fecha uma versão importante do produto.
- 1
Gere o pacote da release (por exemplo, git archive) e o PDF da documentação.
- 2
Registre os arquivos em lote no Docmint, com o número da versão no título.
- 3
Guarde os recibos junto com as tags da release.
- 4
Em uma disputa futura, você mostra que aquele código exato existia naquela data.
Boas práticas
- Registre um arquivo compactado gerado de forma reproduzível (ex.: git archive de uma tag).
- Anote o hash do commit na descrição do registro (sem segredos).
- Registre marcos: MVP, releases maiores, entregas de terceiros.
- Nunca inclua chaves, senhas ou dados pessoais no título e na descrição.
- Para pedidos de patente, procure um especialista: o registro não substitui o INPI.
O que diz a lei
A Lei 9.609/98 protege os programas de computador, e essa proteção independe de registro (art. 2º, § 3º). O registro de software no INPI é opcional e o Docmint não o substitui, mas oferece uma prova técnica rápida de autoria e data. Invenções que exigem patente seguem as regras próprias do INPI.
Perguntas frequentes
O commit do Git já não é uma prova?
Ajuda, mas datas de commit podem ser alteradas e o repositório depende de quem o controla. O registro em blockchain é um marco externo e neutro.
Preciso registrar o repositório inteiro?
Registre um arquivo compactado da versão (o que importa é o hash dele). Guarde esse arquivo exatamente como foi registrado.
Substitui o registro de software no INPI?
Não. O registro no INPI é opcional e tem efeitos próprios. O Docmint é uma prova técnica complementar, rápida e barata.
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