A engenharia da confiança
O que acontece quando você registra um arquivo, por que a prova é sólida e como qualquer pessoa pode conferi-la — inclusive sem o Docmint.
O fluxo do registro
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Hash no seu dispositivo
Ao escolher um arquivo, seu navegador calcula o SHA-256 — uma sequência de 64 caracteres que funciona como impressão digital. O conteúdo do arquivo não é transmitido.
- 2
Metadados no IPFS
O hash, o título e a descrição que você informar formam um pequeno documento público, publicado no IPFS, uma rede de armazenamento distribuída.
- 3
Registro na blockchain
Emitimos um token de registro (NFT) no nosso contrato inteligente na rede Base, uma camada 2 do Ethereum, apontando para esses metadados. O token vai para a sua carteira.
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Carimbo de tempo do bloco
A data e a hora do bloco em que a transação foi incluída são a data oficial da prova. Ninguém — nem o Docmint — consegue alterá-las.
Efeito avalanche
O hash não é um número aleatório: ele é calculado a partir de cada bit do arquivo. Mudar uma vírgula produz um resultado completamente diferente, e é impossível, na prática, criar outro arquivo com o mesmo hash.
O que preserva ou quebra o hash
Alteram o hash
- Editar o conteúdo, por menor que seja a mudança
- Abrir e salvar de novo em editores (Word, Photoshop, Acrobat), que reescrevem metadados internos
- Comprimir ou converter, inclusive ao enviar como mídia no WhatsApp ou usar compressores online
Preservam o hash
- Renomear o arquivo
- Abrir apenas para visualizar
- Copiar, mover ou fazer backup
- Enviar como anexo de e-mail ou como “documento” em mensageiros
Registros em lote
Ao registrar vários arquivos juntos, calculamos o hash de cada um e organizamos todos numa árvore Merkle. Apenas a raiz da árvore é gravada na transação — mais eficiente e igualmente seguro.
Cada arquivo recebe uma prova Merkle própria, incluída nos metadados públicos e no recibo. Com ela, qualquer arquivo do lote pode ser verificado sozinho, sem expor os demais.
Verificação independente
A prova não depende do nosso site. Com o arquivo original e o recibo, qualquer perito pode confirmar o registro usando ferramentas públicas:
- 01Calcule o SHA-256 do arquivo original (Windows, depois macOS/Linux):
certutil -hashfile arquivo.pdf SHA256 shasum -a 256 arquivo.pdf - 02Abra o token indicado no recibo no explorador da rede (BaseScan) e consulte o tokenURI do contrato.
- 03Abra os metadados no IPFS e confira se o hash é igual ao calculado. Em lotes, valide a prova Merkle contra a raiz.
- 04A data do bloco da transação é o carimbo de tempo da prova.
Valor como prova
O registro comprova, com base em matemática pública, que um arquivo idêntico ao seu existia na data do bloco e que não foi alterado desde então. Isso o torna uma evidência técnica útil para disputas de autoria, anterioridade e integridade.
No Brasil, o Código de Processo Civil (art. 369) admite todos os meios de prova moralmente legítimos, e registros em blockchain vêm sendo aceitos como evidência digital. Ainda assim, o Docmint não tem fé pública e não substitui cartório, registro de marca e patente (INPI) ou registro de direitos autorais. Em situações de risco, consulte um advogado.
Boas práticas
- Guarde o arquivo original numa pasta própria (ex.: “Originais registrados”) e faça backup.
- Trabalhe sempre em cópias; nunca edite o original registrado.
- Baixe e guarde o recibo em PDF junto com o arquivo.
- Escreva título e descrição sem dados sensíveis — eles são públicos.
